Testemunho

October 3, 2011


 Cantora Nira Pascoal

Minha historia

               Todas as pessoas têm uma historia de vida, a minha não é diferente de milhares de brasileiros, Aos sete anos de idade, ainda criança, comecei a chorar, não  tinha  brinquedo, nem uma  boneca para  brincar, não tinha calcado, não tinha  vestido  minha mãe paraplégica, meu  pai alcoólatra. Por não ter como sobreviver, me lancei no mundo dos pedintes, lembro que morava em um barraco coberto de plástico, eu e mais oito irmãos, todos dormiam em cama só. Certo dia sentindo fome, fui a um supermercado, e tentei comer amendoim, furando um saco, de repente, o proprietário me deu uma surra  tão  forte que o sangue corria do meu rosto; carrego as marcas  das fivelas. Uma senhora me amparou e me disse que Deus ia me tirar das ruas, e começou me ajudar com cestas básicas, o povo da comunidade de Periperi me deu logo um apelido, “Nira cabelo de azeite”, pois usava o azeite queimado nos cabelos. Certa vez passava em uma rua e alguém me informou que tinha um trabalho de cuidar dos porcos, logo tava Nira, cuidando dos porcos. Não podia de maneira nenhuma saber os propósitos infinitos de Deus, pois, logo comecei a  namorar com o filho do dono dos porcos, ainda adolescente, chamado Antonio Alberto Pascoal, DEUS escreve direito em linhas direitas,  aos 16 anos, Deus cumpriu meus sonhos, casei de véu e grinalda, para minha inteira alegria. Deus me presenteou com a salvação aos 17 anos, depois  de uma  briga com meu marido,  fui conduzida  pelo Divino   Espírito Santo a   Igreja Nacional  Monte  Hermon, lembro que, o pastor Misael,  fez o  convite,   de repente meu  marido tava La na frente chorando, imediatamente fui a frente e entreguei minha vida a JESUS. Sem ter muita leitura,  Deus     me   agraciou, com cinco talentos, cantora e compositora, cabeleireira, costureira. Tenho três filhos e um netinho, somos uma família muito abençoada. Sou grata a DEUS, tributo louvores a Ele, por isso, não meço esforço em esta o adorando e o louvando em qualquer lugar do Brasil ou fora dele.

 

VIOLÊNCIA: RETRATO DE UMA SOCIEDADE SEM DEUS

September 14, 2011

Introdução

- A violência está em toda parte.

- Não podemos passar um dia sem ouvir uma notícia sobre atos violentos nos meios de comunicação.

- Entretanto, mesmo ocorrendo em nosso país, em nossa cidade, em nosso bairro, a questão pode ficar um pouco distanciada e acadêmica até que somos vítimas da violência, ou alguém próximo a nós sofre algum tipo de agressão.

- Assaltos são cada vez mais comuns, seqüestros deixaram de ser um pesadelo apenas para os ricos e a violência se agrava muitas vezes seguida de assassinato.

- Uma estatística recente, na cidade de São Paulo, indica que uma em cada duas pessoas já foi assaltada.

- A impunidade se alastra, os governos se omitem, o ideal expresso por Paulo, em 1 Tm 2.2, onde ele nos comissiona a orarmos pelos governantes e autoridades, - para que possamos ter uma vida "tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade"- parece cada vez mais distante. Os casos a seguir são reais e ocorreram todos com famílias evangélicas, irmãos nossos, aqui no Brasil: 
(1TM 2:1) - Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, 
(1TM 2:2) - em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito.

==1.Um pai de família com alguns de seus filhos retornava para a propriedade rural que possuem em um estado do Norte do Brasil. O veículo é emboscado e atacado a tiros. Morre o chefe da família e um dos filhos. Deixou a esposa viúva, com vários filhos e filhas.

==2.Outro pai de família de classe média, que reside no estado do Rio de Janeiro, é seqüestrado e permanece em cativeiro por três semanas, sob constantes ameaças de morte, até que é libertado, sem o pagamento do resgate. Meses depois, ele e toda a sua família, permanecem ainda traumatizados com a ocorrência.

==3.Um missionário que reside na periferia de uma grande cidade nordestina, tem a sua propriedade invadida por três homens. Durante quase três horas eles aterrorizam a família e estupram a sua esposa e a sua filha mais velha, abusando também da outra filha adolescente.

= Qual é a nossa reação e compreensão do problema da violência? O que tem a Palavra de Deus a dizer sobre o assunto? Qual a responsabilidade dos governantes e das autoridades? Qual deve ser a postura do servo de Deus, numa era de violência e criminalidade?

1.A violência é um problema moderno?

No Salmo10, David, seu provável autor, descreve o homem violento da seguinte forma (vs.6-8): (SL 10:6) - Pois diz lá no seu íntimo: Jamais serei abalado; de geração em geração, nenhum mal me sobrevirá. 
(SL 10:7) - A boca, ele a tem cheia de maldição, enganos e opressão; debaixo da língua, insulto e iniqüidade. 
(SL 10:8) - Põe-se de tocaia nas vilas, trucida (matar com crueldade) os inocentes nos lugares ocultos; seus olhos espreitam o desamparado.

- A ameaça constante acompanha a violência, assim como a linguagem desses é cheia de blasfêmias e maldição. Os atos, entretanto, não refletem a coragem propagada. Esses são, via de regra, traiçoeiros e ciladas armadas contra os desamparados e indefesos.

= A violência caracterizou o homem desde seus primeiros passos, logo após a queda. A Palavra de Deus nos relata a história do primeiro homicídio, em Gn 4.1-24. Lá, tomamos conhecimento como a ira de Caim contra seu irmão, Abel, o levou a cometer assassinato. 
(GN 4:3) - Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. 
(GN 4:4) - Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o SENHOR de Abel e de sua oferta; 
(GN 4:5) - ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante. 
(GN 4:8) - Disse Caim a Abel, seu irmão: Vamos ao campo. Estando eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou.
(GN 4:23) - E disse Lameque às suas esposas: Ada e Zilá, ouvi-me; vós, mulheres de Lameque, escutai o que passo a dizer-vos: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz porque me pisou.

Entre os descendentes de Caim, Lameque era violento e reagiu a agressões sofridas também com assassinatos (Gn. 4.23-24).

(SL 73:1) - Com efeito, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo. 
(SL 73:2) - Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos. 
(SL 73:3) - Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos. 
(SL 73:4) - Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio. 
(SL 73:5) - Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens. 
(SL 73:6) - Daí, a soberba que os cinge como um colar, e a violência que os envolve como manto.

- Assim, antes do dilúvio, a violência já permeava a terra. Gn. 6.11 diz: "a terra estava corrompida à vista de Deus, e cheia de violência".

Após o dilúvio, Deus destruiu Sodoma e Gomorra pela impiedade, violência e imoralidade existentes naquelas cidades.

Em Gn 19.5 lemos que quando os anjos visitaram a Ló, os homens da cidade procuraram arrombar a casa para arrancarem os dois varões formosos, para os molestar sexualmente. 
(GN 19:5) - e chamaram por Ló e lhe disseram: Onde estão os homens que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abusemos deles.

Mas adiante, ainda no livro de Gênesis, lemos que Jacó, em suas palavras finais, condenou a violência de dois de seus filhos - Simeão e Levi, pois utilizaram a espada não para defesa, mas como "instrumentos de violência" (49.5 e 6) para matarem homens e mutilarem touros. 
(GN 49:5) - Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência. 
(GN 49:6) - No seu conselho, não entre minha alma; com o seu agrupamento, minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens,e na sua vontade perversa jarretaram (cortar, amputar, decepar) touros.

Abimeleque, filho de Gideão, assassinou seus setenta irmãos, para conservar sozinho a liderança, após a morte do pai (Ju. 9.24). A violência marcou a vida de muitos reis de Israel, ao se afastarem dos caminhos de Deus. Violência foi também, inúmera vezes, praticada contra o povo de Deus, pelos seus inimigos. 
(JZ 9:24) - para que a vingança da violência praticada contra os setenta filhos de Jerubaal viesse, e o seu sangue caísse sobre Abimeleque, seu irmão, que os matara, e sobre os cidadãos de Siquém, que contribuíram para que ele matasse seus próprios irmãos.

==Violência maior foi praticada contra o Nosso Senhor Jesus Cristo, torturado, espancado e pendurado pelas mãos e pés, com pregos, em uma cruz, culminando com uma morte lenta e dolorosa, por asfixia, sem ter qualquer pecado.

==Ali ele sofria violência e punição e morria em substituição aos seus amados que constituem a sua igreja - aqueles que, pela graça de Deus, o reconhecem como Salvador e Senhor de suas vidas.

==Muitos de seus discípulos experimentaram violência, ao longo de suas vidas, encontrando morte violenta, antes de passarem à glória eterna. O capítulo da fé, Hebreus 11, fala dos servos fiéis que experimentaram açoites, escárnios (zombaria), prisões, torturas e mutilações, ficando necessitados, aflitos e maltratados.

A violência, portanto, por mais presente que esteja em nossa era, não é um problema moderno. 
Temos a tendência de sempre olhar o nosso tempo época como a pior que já existiu, mas quando lemos os relatos acima, da própria Palavra de Deus, vemos a violência, imoralidade, crueldade e impiedade sempre presentes no mundo.

Ocorre que ela é uma conseqüência do pecado e sendo assim, a violência está presente desde a queda de Adão, aparecendo as vezes com maior, outras vezes com menor intensidade nas diversas épocas da história da humanidade.

É verdade que as pessoas sem Deus encontram, cada vez mais, formas sofisticadas de exercitar a impiedade, mas lembremo-nos que mesmo que sejamos vítimas de violência, Deus está presente e reina soberano, executando justiça em seu próprio tempo.

Os problemas que possamos estar atravessando com certeza já fizeram parte da experiência de outros servos Seus. 1 Co10.13 nos ensina que as provações a que somos submetidos não são exclusivas à nossa experiência, mas são humanas, ou seja, comum aos demais homens, e que Deus nos concede a habilidade de poder suportá-las. 
(1CO 10:13) - Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.

2. Como procurou Deus restringir a violência?

O dilúvio foi um ato de julgamento de Deus contra a violência que campeava a terra. Foi assim que Deus falou a Noé (Gn. 6.13): 
"Então disse Deus a Noé: resolvi dar cabo de toda a carne, porque a terra está cheia de violência dos homens: eis que os farei perecer com a terra".

Deus atingiu o mal na raiz, deixando para repovoar a terra apenas a família que lhe era temente. Deus, portanto, abomina a violência e não é sem razão que o Salmo 34:16 diz, 
"O rosto do Senhor está contra os que praticam o mal, para lhes extirpar da terra a memória." Os violentos não terão herança com Deus. Ele é contra o que oprime e extorque (Salmo 35.10).

Após o dilúvio, para o controle da violência, Deus instituiu a pena de morte (Gn 9.6), muito antes da lei civil da nação de Israel. 
(GN 9:6) - Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem.

A Pena de Morte foi instituída por Deus naquela ocasião, portanto, como um dos freios contra a violência e os assassinatos, fundamentada no fato de que o homem foi criado à imagem dele próprio.

Ela foi comandada a Noé e a seus descendentes, antes das Leis Civis ou Judiciais, numa inferência de sua aplicabilidade universal.

Foi instituída por Deus e não pelo homem, e ela ocorreu não porque Deus desse pouca validade à vida do homem, mas exatamente porque Ele considerava esta vida extremamente importante. 
Dessa forma, perdia o direito à sua própria vida qualquer um que ousasse atentar contra a criatura formada à imagem e semelhança do seu criador.

A pena capital está enraizada na Lei Moral de Deus que seria posteriormente codificada no decálogo.

O 6º mandamento, não matarás, expressa o mesmo princípio da santidade da vida, contido na determinação a Noé. Essa compreensão também é expressa na Confissão de Fé de Westminster, no seu capítulo 23 e no Catecismo Maior, nas perguntas e respostas 135 e 136.

A lei civil de Israel fornece solo fértil ao estudo de como Deus aplicou os princípios de sua lei moral a um povo específico, em uma época específica, com a finalidade de promoção de seus princípios de justiça.

Sabemos que a lei moral é normativa a todos em todos os tempos e que a lei civil era peculiar à teocracia (Forma de governo em que a autoridade, emanada dos deuses ou de Deus, é exercida por seus representantes na Terra.) de Israel, enquanto que a lei cerimonial ou religiosa apontava e foi integralmente cumprida em Cristo.

Entretanto, mesmo sem ser normativa para nós, podemos verificar como o sistema de crimes e punições do povo de Israel era destinado a fazer com que o crime realmente não compensasse e temos muito a aprender com os registros das Escrituras. Veja esses pontos interessantes, como exemplos:

1 . No povo de Israel não existia a provisão para cadeias, nem como instrumento de punição nem como meio de reabilitação. A cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer..."

2 . Não encontramos, na Palavra de Deus, o conceito de enclausuramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão e, muito menos, a questão de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age.

3 . O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, (LV 24:21) - Quem matar um animal restituirá outro; quem matar um homem será morto. A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido.

4 . Para casos de roubo, a Lei Civil de Israel prescrevia a restituição múltipla. Ex 22.4 diz "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro."

Assim Deus estruturou o seu povo com um sistema destinado a refrear a violência e a criminalidade.

Não há sombra de dúvidas que Deus julgará a violência e que ampara os seus, quando vítimas nas mãos do seu semelhante.

O Salmo 11.5 diz, "O Senhor põe à prova o justo e ao ímpio; mas ao que ama a violência a sua alma o abomina". O Salmo 72.13 e 14 registra - "Ele tem piedade do fraco e do necessitado, e salva a alma aos indigentes. Redime as suas almas da opressão e da violência, e precioso lhe é o sangue deles".

3.Qual o papel do estado, no que diz respeito à violência?

O salmo 55.9, que diz, "...vejo violência e contenda na cidade", parece escrito nos dias de hoje, e a visão de Ezequiel (7.23) é bem próxima à nossa realidade: "Faze cadeia, porque a terra está cheia de crimes de sangue, e a cidade cheia de violência".

O livro de Oséias expressa a dissolução dos costumes e dá a razão para esse estado de coisas - o afastamento de Deus e de seus princípios de justiça. Em OS. 4.2, lemos: "O que prevalece é perjurar (jurar falso), mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios".

Porque? Porque "não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus"(v. 1).

Mas qual o papel do estado, das autoridades, dos governantes no controle da violência?

Ele não pode "converter" as pessoas à força - não está em suas possibilidades nem faz parte de sua esfera de autoridade.

Mesmo sabendo que o remédio final para a violência é o evangelho salvador de Cristo, reconhecemos que o estado é o instrumento designado por Deus para restringir o mal e para regular o relacionamento entre os homens.

É pelas autoridades que o constituem que oramos a Deus para que atinjamos aquele ideal que nos referimos no princípio: que tenhamos uma vida "tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade" ( 1 Tm 2.2). Ele é a ferramenta que o povo recebeu de Deus para se manter em paz social.

==Não cabem ao indivíduo ações violentas como reações à violência.

A manutenção da lei e da ordem não pertence a um grupo ilegal de "vigilantes" ou "justiceiros" que massacram indiscriminadamente, sob a cobertura de estarem punindo os criminosos.

O crente não deve apoiar as ações fora da lei, por mais convenientes que elas pareçam e por mais evidentemente criminosos que sejam os massacrados.

Ele não se gloria na guerra de quadrilhas, nem deve passar pelos seus lábios a famosa frase: "ladrão bom é ladrão morto". Mas Deus não quer os cidadãos indefesos.

O estado constituído, os governantes, as autoridades estabelecidas, em qualquer sistema, são ministros de Deus para aplicação dos princípios de justiça.

==Sabemos que existem governos negligentes e corruptos.

Isso sobrevirá como uma terrível responsabilidade perante aqueles comissionados com a tarefa de governar, mas o preceito de Deus é que o governo correto deve ser o que louva ao que faz o bem e o que é vingador para castigar o que pratica o mal.

Assim sendo, não é sem motivo que possui armamentos para tal ("traz a espada"), como lemos em Rm 13.1-7.
(RM 13:1) - Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. 
(RM 13:2) - De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. 
(RM 13:3) - Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, 
(RM 13:4) - visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. 
(RM 13:5) - É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. 
(RM 13:6) - Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço. 
(RM 13:7) - Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.

Lembremo-nos, também, que Paulo, sob a inspiração do Espírito Santo, escreveu suas palavras não debaixo de um governo ideal, constituído de governantes crentes e tementes a Deus, mas sob um governo imposto, autoritário, invasor e também corrupto, mas nem por isso menos responsável diante de Deus.

A violência, conseqüência do pecado, está assim diretamente ligada à omissão dos governos e das autoridades.

Ela cresce na medida em que cresce a impunidade e o desrespeito ao homem como criatura de Deus, criada à sua imagem.

Quanto mais o estado age como ministro de justiça da parte de Deus mais decrescerá a violência.

Por outro lado, a sua parcialidade com os mais ricos, protegendo o acúmulo de riquezas angariadas indevidamente, aprofundará os abismos e carências sociais, gerando mais e mais problemas criminais.

A sua visão atenuada da criminalidade, na busca de explicações sociais, encorajará mais e mais violência na terra.

É necessário, como indivíduos tementes a Deus, que tenhamos a visão clara de que a principal função dos nossos governantes é exatamente a promoção da paz social, com a visão aguçada do bem e do mal, nos termos expressos pelas Escrituras.

Tudo o mais em que se envolvem deveria ser secundário a esse dever bíblico principal para com os seus cidadãos.

Devemos constantemente relembrar isso aos nossos governantes.

4.Qual o comportamento do Crente em uma era de violência?

Mesmo a violência sendo algo que acompanha os passos da humanidade submersa em pecado, é realidade que vivemos em uma era violenta, em um país violento. Como crentes, devemos relembrar os seguintes pontos:

1.Se somos vítimas de violência.

Podemos ser vítimas de violência, como vimos nos exemplos mencionados na introdução, ou como já pode ter sido a sua experiência.

Pode ser que você esteja agora sendo vítima de violência doméstica e ninguém sabe disso. 
Lembre-se que Deus reina soberanamente e ele tem um propósito para tudo, mesmo que não entendamos o que está ocorrendo, em um determinado ponto de nossas vidas.

Se o irmão ou irmã está sendo vítima de violência, no temor do Senhor e em oração, procure a ajuda e aconselhamento em sua Igreja, com o seu pastor, com um dos oficiais, com um irmão ou irmã amiga.

Saiba que Deus não lhe desampara (Sl 72.13-14). Se você já foi vítima de violência, ore para que possa agir como o apóstolo Paulo, quando escreveu em 1 Co 1.4, "É Ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus".

Peça a Deus que lhe console e que lhe conforte, mas vá além disso - ninguém entende mais o que uma outra pessoa, que foi vítima de violência, está passando, do que você, que também já foi.

Aproxime-se, console-a também. Paulo continua, no v. 6: "Mas, se somos atribulados, é para o vosso conforto". Ore para que Deus lhe use bem como a sua experiência tão adversa e devastadora para o bem do seu Reino.

2.Não confiar em nossas próprias forças.

O Salmista, em uma era de guerras e batalhas afirmava: "Não confio no meu arco e não é a minha espada que me salva" (Salmo 44.6). A sua confiança estava no Senhor, e por isso ele continua: "Levanta-te para socorrer-nos, e resgata-nos por amor da tua benignidade". Que Ele seja também a nossa confiança e fonte de poder.

3.Procurar Refúgio em Deus.

O medo existe em meio à violência, mas Deus é maior do que todos e ampara os seus.

O Salmo 22 é um salmo messiânico profético que retrata a violência que seria cometida contra o ungido de Deus, Cristo Jesus. Mas ele é também o reflexo da experiência de David. Houve ocasiões de mêdo em sua vida: "derramei-me como água e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim (v.14)", mas a confiança no livramento de Deus era constante: "Livra-me a minha alma da espada, e das presas do cão a minha vida"(v. 20). Ele sabia que Deus ampara os seus: "Pois não desprezou nem abominou a dor do aflito, nem ocultou dele o rosto, mas ouviu, quando lhe gritou por socorro".

Em 2 Samuel 22.3 temos o registro de David exclamando: "Ó Deus, da violência tu me salvas." 
Não deve haver desespero, portanto, na vida do crente. Oremos por coragem advinda de Deus e para que ele remova o medo e a apreensão na presença de tanta violência.

4.Nunca ser violento.

O crente não deve ser violento, mas deve ser conhecido por sua mansidão e índole pacífica. Assim somos instruídos em Mateus 5.1-12, no sermão da montanha, por nosso Senhor Jesus Cristo. 
(MT 5:1) - Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; 
(MT 5:2) - e ele passou a ensiná-los, dizendo: 
(MT 5:3) - Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. 
(MT 5:4) - Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. 
(MT 5:5) - Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. 
(MT 5:6) - Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. 
(MT 5:7) - Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 
(MT 5:8) - Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. 
(MT 5:9) - Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. 
(MT 5:10) - Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. 
(MT 5:11) - Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. 
(MT 5:12) - Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.

Devemos poder exclamar como Jó (16.17): "... não haja violência nas minhas mãos, e seja pura a minha oração". Isso quer dizer também:

- Nunca exercer violência física no lar - Com isso não queremos dizer que a disciplina, da parte dos pais, não deve existir, mas devemos discernir entre a firme disciplina - mencionada em Pv. 10.13 e 24; 22.15; 23.13 e 14; 29.15 - e a violência que é fruto da ira inconseqüente, como lemos em Pv. 9.18 - "Castiga a teu filho enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo").

- Nunca exercer violência psicológica no lar - assim somos exortados em Ef. 6.4 "E vós pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor."

5.Apoiar a lei e a ordem - Devemos procurar encorajar o exercício da justiça de Deus (Jr. 22.3) "Assim diz o Senhor: executai o direito e a justiça, e livrai o oprimido da mão do opressor; não oprimais ao estrangeiro nem ao órfão, nem à viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar".

Nunca devemos deixar de orar por nossos governantes, para que eles sejam ministros eficazes de Deus (1 Tm 2.1,2a).

6.Olhar para o alvo. Devemos almejar o ideal, expresso de forma precisa, profeticamente, por Isaías (59:18) "Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou ruína nos seus termos; mas aos teus muros chamarás Salvação e às tuas portas Louvor", sabendo que Deus nos resgatou do pecado exatamente para que tenhamos esse tipo de paz, que é um prenúncio da paz eterna, em Sua presença.

7.Pregar a palavra. Devemos ter o convencimento que a violência, sendo uma conseqüência do afastamento de Deus e de seus princípios tem o seu remédio final na conversão do pecador. 
Nisso podemos e devemos ser agentes contra a violência, fazendo como o profeta Jonas, que, ordenado por Deus pregou em uma grande cidade, com resultados espantosos para nós, mas nunca impossíveis para Deus. Em Jonas 3.8 lemos: "... e clamarão fortemente a Deus; e se converterão, cada um, do seu mau caminho, e da violência que há nas suas mãos".

Leituras sugeridas:

Seg.:Gn 4.4-15 - A primeira manifestação de violência.

Ter.:Gn 9:5-17 - Deus condena a violência e estabelece um pacto de paz.

Quar.:Os 4.1-6 - A violência em uma sociedade sem Deus.

Qui.:Mt 5.1-12 - A postura pessoal do crente é pacífica e não violenta.

Sex.:Mt 26:46-52 - Cristo entrega a sua vida e condena a violência.

Sáb.:Rm 13.1-7 -O governo ideal reprime os violentos e recompensa os ordeiros. 
Dom.: Ap 13.7-10 - Violência contra os santos de Deus.

 
 

A Oração Eficaz

September 14, 2011

I Reis 18:41-45

[41] Então, disse Elias a Acabe: Sobe, come e bebe, porque já se ouve ruído de abundante chuva. 
[42] Subiu Acabe a comer e a beber; Elias, porém, subiu ao cimo do Carmelo, e, encurvado para a terra, meteu o rosto entre os joelhos, 
[43] e disse ao seu moço: Sobe e olha para o lado do mar. Ele subiu, olhou e disse: Não há nada. Então, lhe disse Elias: Volta. E assim por sete vezes. 
[44] À sétima vez disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão do homem. Então, disse ele: Sobe e dize a Acabe: Aparelha o teu carro e desce, para que a chuva não te detenha. 
[45] Dentro em pouco, os céus se enegreceram, com nuvens e vento, e caiu grande chuva. Acabe subiu ao carro e foi para Jezreel.

Dentro desse texto de I Reis, vemos que o modelo de oraçâo eficaz pode ser comparado a oração de Elias, que orou para que não chovesse e não choveu e, depois, orou para que chovesse e choveu.

Vemos que, dentro da Palavra, além de descrever como oração, essa conversa com Deus é chamada também de:

"invocar a Deus" - Sl 17:6,
[6] Eu te invoco, ó Deus, pois tu me respondes; inclina-me os ouvidos e acode às minhas palavras.

"Invocar o nome do Senhor" Gn 4:26,
[26] A Sete nasceu-lhe também um filho, ao qual pôs o nome de Enos; daí se começou a invocar o nome do SENHOR.

"clamar ao Senhro - Sl 3:4,
[4] Com a minha voz clamo ao SENHOR, e ele do seu santo monte me responde.

"levantar nossa alma ao Senhor" - Sl 25:1,
[1] A ti, SENHOR, elevo a minha alma.

"buscar ao Senhor" - Is 55:6,
[6] Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.

"aproximar-se do trono da graça de Deus" - Hb 4:16
"chegar perto de Deus" - Hb 10:22.

A determinação de orar é descrita no imperativo - orar sem cessar - I Tss 5:17 (outros textos: I Cr 16:11 e Salmos 105:4).

I Tss 5:17 - [17] Orai sem cessar.
I Cr 16:11 - [11] Buscai o SENHOR e o seu poder, buscai perpetuamente a sua presença. 
Salmos 105:4 - [4] Buscai o SENHOR e o seu poder; buscai perpetuamente a sua presença.

DEVEMOS ORAR PARA:

- Recebermos poder - Atos 1:8
[8] mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

- Libertarmos outras pessoas ou sermos libertos - Atos 4:31
[31] Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.

- Para a obra do Senhor prosperar - Rm 15:30-32 - II Co 1:11 e Cl 4:3-4
Rm 15:30-32 - [30] Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor, 
[31] para que eu me veja livre dos rebeldes que vivem na Judéia, e que este meu serviço em Jerusalém seja bem aceito pelos santos; 
[32] a fim de que, ao visitar-vos, pela vontade de Deus, chegue à vossa presença com alegria e possa recrear-me convosco.

II Co 1:11 - [11] ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam dadas graças a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos.

Cl 4:3-4 - [3] Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado; 
[4] para que eu o manifeste, como devo fazer.

- Para que Deus envie mais trabalhadores para a Sua Obra - Mt 9:38 
[38] Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.

PARA QUE ELA FUNCIONE PRECISAMOS DE:

- Crêr - Mc 11:24 e Mc 9:23
Mc 11: 24 - [24] Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco.
Mc 9:23 - [23] Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê.

- Orar em Nome de Jesus - Jo 14:13-14
[13] E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 
[14] Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.

- Estar em sintonia com a vontade de Deus - I jo 5:14 - Mt 6:10 e Lc 11:2 - Mt 26:42
I Jo 5:14 - [14] E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.

Mt 6:10 - [10] venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;

- Devemos estar dentro da vontade de Deus - I Jo 3:22
[22] e aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável.

- Ser perseverantes - Lc 18:1-7 e Mt 7:7-8 
Lc 18:1-7 - [1] Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: 
[2] Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. 
[3] Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário. 
[4] Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; 
[5] todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me. 
[6] Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo. 
[7] Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?

QUANDO ORAMOS, QUAL DEVE SER A POSIÇÃO DO CORPO?

- De pé - I Reis 8:22 e Neemias 9:4-5
I Reis 8:22 - [22] Pôs-se Salomão diante do altar do SENHOR, na presença de toda a congregação de Israel; e estendeu as mãos para os céus.
Neemias 9:4-5 - [4] Jesua, Bani, Cadmiel, Sebanias, Buni, Serebias, Bani e Quenani se puseram em pé no estrado dos levitas e clamaram em alta voz ao SENHOR, seu Deus. 
[5] Os levitas Jesua, Cadmiel, Bani, Hasabnéias, Serebias, Hodias, Sebanias e Petaías disseram: Levantai-vos, bendizei ao SENHOR, vosso Deus, de eternidade em eternidade. Então, se disse: Bendito seja o nome da tua glória, que ultrapassa todo bendizer e louvor. 

- Sentado - I Cr 17:16 e Lucas 10:13
I Cr 17:16 - [16] Então, entrou o rei Davi na Casa do SENHOR, ficou perante ele e disse: Quem sou eu, SENHOR Deus, e qual é a minha casa, para que me tenhas trazido até aqui? 
Lucas 10:13 - [13] Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom, se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido, assentadas em pano de saco e cinza.

- Ajoelhado - Ed 9:5 e Dan 6:10 e At 20:36
Ed 9:5 - [5] Na hora do sacrifício da tarde, levantei-me da minha humilhação, com as vestes e o manto já rasgados, me pus de joelhos, estendi as mãos para o SENHOR, meu Deus,

- Deitados em nossa Cama - Salmos 63:6
[6] no meu leito, quando de ti me recordo e em ti medito, durante a vigília da noite.

- Curvados até o chão - Ex 34:8 e Salmos 95:6
Ex 34:8 - [8] E, imediatamente, curvando-se Moisés para a terra, o adorou; 
Salmos 95:6 - [6] Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou.

- Prostrados no chão - II Sm 12:16 e Mt 26:39
II Sm 12:16 - [16] Buscou Davi a Deus pela criança; jejuou Davi e, vindo, passou a noite prostrado em terra. 
Mt 26:39 - [39] Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres.

- Com as mãos levantadas aos céus - Sl 28:2 - Isaias 1:15 e I Tm 2:8.
Sl 28:2 - [2] Ouve-me as vozes súplices, quando a ti clamar por socorro, quando erguer as mãos para o teu santuário. 
Isaias 1:15 - [15] Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. 

I Tm 2:8 - [8] Quero, portanto, que os varões orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade. 
 

Os Benefícios da Leitura Bíblica

September 14, 2011

Salmo 119.105 “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.”

            Deus deixou sua Palavra, a Bíblia Sagrada ao seu povo para que, por meio dela seu povo viesse a alimentar-se espiritualmente. Da mesma forma como Deus enviava o pão dos céus ao israelitas quando peregrinavam em direção à terra prometida, hoje o Senhor continua enviando alimento espiritual, através de sua palavra enquanto peregrinamos nesta terra em direção ao lar celestial.
            Abaixo seguem-se sete motivos para nós, cristãos lermos sua Palavra a cada dia.

1
Ela nos tornará cristãos mais fortes
            Ninguém deseja ser fraco, quer seja física ou espiritualmente. Os “jovens” de 1João 2.14 já não eram mais “filhinhos”, eram fortes, porque a Palavra de Deus permanecia neles e eles haviam vencido o maligno. Isto significa que haviam se alimentado da Palavra de Deus e não estavam mais sendo constantemente derrotados pelo pecado e pelas tentações. Existe somente um modo para se crescer e fortalecer-se espiritualmente: a leitura e o estudo da Palavra de Deus.
            Geralmente as pessoas que fracassam espiritualmente  têm um denominador em comum: a negligência da leitura da Palavra de Deus. Todos estes fracassos (e conseqüente infelicidade) poderiam ter sido evitados, se houvessem aprendido a ler e estudar a Palavra de Deus constantemente.

2
Ela nos dará certeza da salvação
            A primeira  necessidade de um cristão é adquirir certeza absoluta de sua salvação. Ela as vezes parece boa demais para ser verdade. Por isso uma das primeiras dificuldades que um novo convertido encontra, depois que se afasta um pouca da pessoa que o conduziu a Cristo, é abrigar algumas dúvidas a respeito da salvação. A única fonte visível desta certeza é a Bíblia. Mas de que vale ela, se ele não a lê? As promessas e garantias que são feitas por Deus serão de pouco valor, se permanecerem encerradas entre as páginas da Bíblia. Os cristãos precisam tê-las gravadas em suas mentes. E foi para isto que a bíblia foi escrita.  Notemos 1João 5.13: “Escrevi-lhes estas coisas, a vocês que crêem no nome do Filho de Deus, para que vocês saibam que têm a vida eterna.”
            O cristão que tem uma certeza sólida que é filho de Deus, que Ele é o seu Pai celestial, possui as bases para viver uma vida cristã sadia. A grande maioria das pessoas que vivem sobrecarregadas de temores, preocupações e outras fraquezas emocionais, geralmente não em certeza da salvação e de que Deus está cuidando dela. Ninguém poderá ter certeza das coisas de Deus enquanto se limitar aos seu próprios pensamentos, pois como a Bíblia ensina, o conceito de Deus não vem pelo muito pensar, mas pela “sabedoria de Deus” - a Bíblia (1Co 1.21). A Bíblia também afirma que “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e incorrigível. Quem o entenderá? (Jr 17.9). Se alguém deseja a certeza da salvação, então deve começas a ler a Bíblia regularmente - é a única fonte de onde pode-se obtê-la.

3
Ela nos dará confiança e poder na oração
            Quando você se torna um cristão, passa a ter um relacionamento com Deus, e esse relacionamento inclui um diálogo. Mas como sabemos que Ele nos ouve? Porque Ele afirma em sua Palavra, em inúmeros textos. A passagem de 1João 5.14,15 ensina que podemos orar com a confiança de que Ele nos ouve. Em João 15.7 o Senhor Jesus promete: “Se vocês permanecerem em mim e as minhas palavras em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido”. Isto significa que a leitura da Palavra de Deus (que é o modo que a Palavra de Deus permanece em nós) nos concede poder na oração, pois ao estudarmos sua Palavra, ficamos familiarizados com a vontade de Deus, e consequentemente aprendemos a orar com eficácia.

4
A purificação dos pecados
            A Palavra de Deus tem efeito purificador na vida do cristão. O Senhor Jesus disse: “Vocês já estão limpos, pela palavra que vos tenho falado” (Jo 15.3). Em outra ocasião o Senhor orou assim: “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). A Bíblia tem o poder de purificar o crente que a estuda.
            Se você é um crente novo, precisa saber o que é e o que não é pecado aos olhos de Deus. Deus não nos abandona a mercê de nossos pensamentos. Ele diz: “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra” (Sl 119.9) O estudo bíblico nos purifica e nos adverte contra o pecado. Ou a Bíblia nos afasta do pecado ou o pecado nos afasta da Bíblia.

5
Ela produzirá paz
            Uma das evidências da nova vida com Deus é a paz que sentimos no coração, mesmo quando as circunstâncias ao nosso redor só inspiram preocupações e temores. O Senhor Jesus disse: “Eu lhes disse estas coisas para que em mim vocês tenham paz...” (Jo 16.33). O que torna esta afirmação mais relevante é o fato de que o Senhor deu esta mensagem a seus discípulos pouco antes do tumulto que culminou com sua crucificação. Ele desejava que seus discípulos tivessem paz mediante suas palavras, exatamente quando estavam para enfrentar aquela crise iminente. A quase dois mil anos o povo de Deus tem se fortalecido para as crises da vida, lendo e estudando a Bíblia.

6
Ela nos capacitará a testemunharmos de nossa fé
            A maioria das pessoas que encontramos desconhecem quase que totalmente os conceitos bíblicos. Muitas têm dúvidas ou indagações, e precisam de orientação de alguém que conheça a Bíblia. Atualmente a maioria dos cristãos são superficiais com relação ao conhecimento da Palavra de Deus, desta forma, isto gera também um testemunho superficial. É dever de todo cristão ter um conhecimento básico da Palavra de Deus e saber explicá-la.  Como sua Palavra nos diz: “...estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vocês, fazendo-o todavia com mansidão e temor” (1 Pe 3.15,16). O único modo de responder ao que nos indaga, ao que zomba ou ao pesquisador sincero que busca o conhecimento da verdade, é nos prepararmos por meio da leitura e estudo diário da Bíblia.
            Ninguém pode transmitir aos outros aquilo que não sabe. Quase todo o crente dar fruto, e testemunhar de Cristo a outros de maneira positiva, mas isto é totalmente impossível se ele não tiver, pelo menos, um conhecimento elementar da Palavra de Deus. A Bíblia afirma que o Espírito Santo nos fará lembrar da Palavra de Deus no momento oportuno (Jo 14.26), porém como o Espírito nos lembrará daquilo que não lemos?

7
Será uma garantia de sucesso e nos orientará nas decisões da vida.
            Todo mundo quer ter sucesso na vida. É por isso que os livros que ensinam como vencer na vida são tão populares hoje em dia. Ninguém leria um livro que ensinasse a fracassar. Há uma interessante passagem bíblica em Josué 1.8: “Não cesses de falar deste livro da lei; antes media nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo a tudo quanto nele está escrito; então farás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido”. A meditação diária da Palavra de Deus produz sucesso. E certamente assim aconteceu com Josué.
            A Bíblia também nos orienta a tomarmos decisões com sabedoria, conforme o Salmo 119.105: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho”. Os princípios de Deus nos servem de guia, quando temos de tomar decisões.    
            Examinando o Salmo 1, encontramos a fórmula para uma vida bem sucedida: “bem aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta à roda dos escarnecedores. Antes o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita dia e noite. Ele é como árvore plantada junto à corrente de águas, que no devido tempo, dá o seu fruto, cujas folhas não caem. Tudo o que fizer prosperará”. 
            Infelizmente a maioria dos cristãos crêem que estão “ocupados demais” nos seu dia-a-dia, para revigorarem a mente com a Palavra de Deus. O que não percebem é que ter tempo é uma questão de preferência, e que a longo prazo, um momento devocional não custaria  nada, pois o restante do dia será com certeza mais proveitoso, do que se negligenciasse a leitura bíblica.

 

Um Futuro Com Esperança

September 14, 2011


Visão

 Um Futuro Com Esperança

 Um novo milénio. Um novo século. Novos desafios, novos problemas, novas realidades. A par com todas estas novidades a necessidade básica do ser humano continua a ser ouvira cerca do seu propósito e sentido em Deus, e do modo como Ele resgatou tudo isso na cruz através de Jesus – Deus connosco.

 Na linha das metas alcançadas no passado (Educação Moral e Religiosa Evangélica nas Escolas Públicas, Serviço Público de Televisão, Lei da Liberdade Religiosa, Expo’98, Encontro Nacional Evangélico com a presença do Presidente da República, Acordo com a Universidade Lusófona, Diálogo Inter-religioso sobre a “Singularidade de Jesus Cristo”), é necessário a sua consolidação bem como a determinação de prosseguir na visão de alcançar novos horizontes.

 É imperioso investir na qualidade tanto das instalações como da imagem, e das várias acções e manifestações desenvolvidas.

 Um dos exemplos mais flagrantes encontra-se na presença dos evangélicos na escolas públicas através da Educação Moral e Religiosa Evangélica e nos programas de televisão na rubrica “A Luz das Nações” e “Caminhos-3º Domingo”.

 As novas tecnologias são hoje em di aum dado incontornável que não podemos descorar e que permitem reunir de forma fácil duas das principais características das comunidades evangélicas nacionais e internacionais (tanto igrejas locais como organizações), que é a sua diversidade e descentralização.

 A regulamentação da Lei da Liberdade Religiosa é um imperativo nacional que não podemos ignorar, mas que, à semelhança de todos os restantes propósitos só será logrado através da intercessão do povo de Deus.

 Como não pode deixar de ser confiamos na soberania e na graça divina para alcançarmos a nossa nação com a bênção que só o Evangelho lhe pode trazer.

 A unidade de todo o povo evangélico é igualmente uma condição imprescindível para darmos testemunhos da fé que nos anima. Juntos na oração, na intercessão, no testemunho, no serviço, na solidariedade, no respeito pela diversidade e na tolerância, afirmando a singularidade de Cristo.

 

Declaração de Fé

September 14, 2011

1.    Cremos na existência de um único Deus eterno, pessoal, inteligente e espiritual, eternamente existente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.

2.    Cremos na soberania e sabedoria de Deus na criação e sustento do Universo, na providência, na revelação e na redenção.

3.    Cremos no Senhor Jesus Cristo como Filho Unigénito de Deus e coexistente com o Pai, na Sua encarnação humana, no Seu nascimento virginal, na Sua vida sem pecado, nos seus milagres divinos, no Seu sacrifício redentor, na Sua ressurreição e ascensão corporal, na Sua mediação junto de Deus, na Sua segunda vinda pessoal, visível e em poder e glória.

4.    Cremos no Espírito Santo, sua personalidade, divindade e actividade, que opera a conversão e regeneração do pecador e lhe concede poder para testemunhar do Evangelho e exercitar dons.

5.    Cremos na inspiração divina e total das Escrituras Sagradas, na Sua suprema autoridade como única e suficiente regra em matéria de fé e de conduta e que não existe qualquer erro ou engano em tudo o que ela declara.

6.    Cremos que o homem foi criado por Deus à Sua imagem, que pecou em Adão, que caíu do seu primitivo estado de santidade por transgressão voluntária e que é actualmente um pecador por natureza e escolha, estando, por isso, sob a condenação de Deus.

7.    Cremos na salvação e justificação do pecador pelo sacrifício expiatório de Jesus Cristo, que se adquire pela fé Nele, como uma graça de Deus, independente do mérito humano, de boas obras ou de cerimónias.

8.    Cremos na imortalidade da alma, na ressurreição corporal de todos os mortos, no juízo final do mundo pelo Senhor Jesus Cristo, na eterna condenação dos não crentes.

9.    Cremos que a igreja é o corpo universal e espiritual de Cristo, cuja cabeça é Ele, com a missão de pregar o Evangelho no mundo inteiro e que, na sua expressão local, ela é um corpo vivo, uma comunhão de crentes congregados para a sua edificação, adoração e proclamação do evangelho. Cremos também que Cristo conferiu à sua Igreja, com carácter de permanência, duas ordenanças: o Baptismo e a Ceia do Senhor.

10. Cremos que é dever de todas as igrejas locais e de cada crente em particular esforçarem-se por fazer discípulos em todas as nações e proclamarem a toda a criatura a grande salvação de Deus.

11. Cremos que é dever de todo o cristão servir a Deus em boa mordomia, promover a paz entre todos os homens e a cooperação entre as igrejas e os irmãos, tendo em vista a concretização dos grandes objectivos do Reino de Deus.

 

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